segunda-feira, 30 de junho de 2008

Situações de dor

Dói cortar o dedo com papel.

Dói a topada na quina da mesa.

Dói a pisada no dedo mínimo do pé.

Dói imaginar que nunca mais.

Dói a despedida.

Dói saber que não sabia que era a despedida.

Dói a ausência.

Dói a presença acompanhada.

Dói não entender o porquê.

Dói ouvir coisas bonitas para 10 minutos depois ouvir a pior coisa.

Dói não poder falar.

Dói ter que fingir.

Dói ter que superar.

Dói achar que tudo pode ter sido nada...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Nome atualizado

Enfim encontrei o nome ideal para o meu Blog...pode parecer bobagem, mas agora sinto que o nome condiz com o que ele é de fato.

O título diz tudo...tudo faz mais sentido sob essa perspectiva :P

terça-feira, 17 de junho de 2008

o X da questão


Não julgues meus sentimentos,

pois não sinto teus julgamentos.

Da série [ainda] sem título

E tudo o que a menina queria

era sentir o perfume daquela flor.

A maldita lhe deu espinho

sangue escorrendo

e dor.

sábado, 14 de junho de 2008

Votem em mim

VOTEM EM MIM
http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/

Pois é...eis que a blogueira aqui se tornou uma espécie de co-blogueira do Fernando Moreira no jornal O Globo.
Enviei um texto para um concurso cultural e ele foi publicado. Não é o máximo?! Não querendo dizer que o blog dele é melhor do que o meu, mas é diferente...rs
Estou entre os 5 finalistas. Certamente meu maior prêmio já conquistei: Ter a publicação! Mas se eu for a primeira colocada, ficarei bem + feliz!!

(Maria de Nazaré, soy yo!)

De coração aberto

Após tantas desilusões, dores e decepções,
resolvi abrir meu coração.

De nada adiantará ficar aqui comigo
remoendo um passado infeliz,
um presente inerte
e um fututo sem perspectiva.

Não posso mudar o que não depende de mim.
Cansei de esperar que as coisas mudem,
por isso resolvi que hoje vou sair do meu mundo
para abrir meu coração para o mundo.

Não quero mais saber dos problemas.
Não quero lágrimas em minha face.
Não quero saudades, não quero dor.
Hoje só quero abrir meu coração.

Não!
Não pense você que ao abrir meu coração me tornarei mais uma menininha sentimental que escreve palavras melosas em folhas de papel.
Não me tornarei!
Tampouco pense que me tornarei uma mulher decidida, de salto e maquiagem a sorrir pelo mundo.
Não me tornarei!

Mas acredite: Hoje abrirei meu coração!

Abrirei meu coração
de uma forma fatal
utilizando tão somente
minhas mãos e um punhal.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Votem em mim:

VOTEM EM MIM
Pois é...eis que a blogueira aqui se tornou uma espécie de co-blogueira do Fernando Moreira no jornal O Globo.
Enviei um texto para um concurso cultural e ele foi publicado. Não é o máximo?! Não querendo dizer que o blog dele é melhor do que o meu, mas é diferente...rs
Estou entre os 5 finalistas. Certamente meu maior prêmio já conquistei: Ter a publicação! Mas se eu for a primeira colocada, ficarei bem + feliz!!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Descoberta

Queria descobrir quem tu és
Mas não sei como fazer:
Perco-me diante de ti
Encontro-me longe de mim

Queria descobrir quem tu és
Preciso descobrir quem eu sou:
Sou uma distante de ti
Torno-em outra quando contigo estou

Queria descobrir quem tu és...
Não sei mais se deveria:
Uma parte minha iria sobreviver,
mas qual outra padeceria?

Descobrir quem tu és
É revelar-me a ti
É descobrir quem eu sou
É revelar-te a mim

Descobrir quem nós somos?
Que louca eu sou!
São os nossos desconhecidos
Que conhecem o nosso amor.

O frango de Dorinha

Nasceu assim.

Viveu assim...

Morreu assado!

domingo, 8 de junho de 2008

Sua casa, seu mundo

Por todo o decorrer de nossa vida vamos conhecendo pessoas: Algumas rapidamente, outras mais profundamente. Há aquelas que você conhece por "força da circunstância", mas por algum motivo não se contenta e tenta conhecê-la mais e melhor, é sobre essas pessoas que comentarei agora.
Vocês se conhecem. Tudo começa por um olá e conversa vai, conversa vem, bolinha vai, bolinha vem se tornam grandes colegas, depois amigos, e quando você se dá conta, já abriu as portas e a pessoa está lá, na sua casa, no seu mundo. O que fazer agora? Você não lembra de tê-la convidado, tem a convicção de que ela não pediu para entrar, mas ela está lá, sem você perceber, sem você esperar.
Ignorar sua presença? Não tem como, não tem porque. Se ela entrou foi porque a conversa estava tão boa que não foi preciso pedir licença. Sua entrada foi natural.
Expulsá-la? Como!? A presença é adorável, enche sua casa de alegria e perfume. Mas a pessoa está lá, sem você estar preparada, então o que resta é fazer o seu melhor, buscar o seu melhor e oferecer-lhe, criar o seu melhor onde não houver e disponibilizá-lo para essa pessoa que veio sem você notar, mas cuja companhia te faz muito bem.
Passa-se o tempo e um dia você nota que não há mais aquela alegria, você não consegue mais sentir aquele perfume, então sai pela casa procurando a pessoa. Daí vem a outra parte: Você se dá conta que tal como ela entrou, ela saiu. Sem explicação, sem compreensão. E ao olhar para sua casa, para o seu mundo, nota que tudo está bagunçado...não há mais harmonia e não tem seu amigo (sua amiga) para te ajudar a arrumar...

Gangorra

Lembro-me da última vez que brinquei de gangorra: Era noite, estava com umas amigas em uma pracinha, estávamos bêbadas (de sorvete, que fique bem claro). Sempre que tomávamos sorvete juntas tínhamos a impressão de que nos embebedávamos: ríamos de tudo e de nada, cantávamos músicas em alto tom de voz, brincávamos como crianças que não éramos mais. Por fim não resistimos à gangorra e, com a falta de forças que as gargalhadas nos provocavam, às vezes uma ficava mais tempo em cima do que devia. Lembro-me que nessa ocasião saí machucada, um hematoma em cada coxa pela saída brusca do brinquedo. E hoje, mais adulta, percebo que a vida é assim...uma gangorra. Sei que essa comparação não é nem um pouco original, mas a maneira de perceber é. Percebo hoje que a vida é uma gangorra porque hoje sei que é difícil conseguir manter o equilíbrio, às vezes te falta forças para dar o impulso necessário à subida, às vezes você fica mais tempo que o necessário no baixo e, às vezes, saídas bruscas e inesperadas te causam dor, te causam mágoas. Às vezes a vida te dá o impulso e te põe lá no alto...e você então, ingenuamente (com a ingenuidade de uma criança que se diverte na gangorra do parque), acredita que tudo será alegria e então, sem esperar, ela te põe lá pra baixo...e aí, daquelas sensações, das alegrias, do contentamento, da pureza quase infantil, te surge a dor. E então a bendita dor vem na mesma proporção da imensa felicidade de outrora.
(Mas tal como as crianças, podemos esquecer a dor e subir novamente...)

(Re)Inauguração.

Exatamente em 08/06/2007 nascia o Memórias Vivas de Naná, mas como blogs também têm inferno astral (somente agora descobri isso), o meu resolveu perder todo o estilo de formataçõ que tinha e, após várias tentativas, optei por exlui-lo e começar novamente.
Então é isso: Teremos um novo blog, mas cujas postagens, por ora, serão antigas, porque quero voltar a ter meu blog quase tal como era. É óbvio que a oportunidade forçada de mudar, fará com que eu mude algumas coisas.

E, mais uma vez, aguardemos e confiemos!