Mais de um ano sem postar, e tantas coisas mudaram na minha vida.
Se na última postagem estava começando a me envolver com as monografias da graduação, hoje estou aguardando pelo resultado da monografia da Pós.
É...sinal de que, finalmente, me graduei. Em maio do ano passado colei grau do meu Bacharelado, e, mais, semana que vem colo grau também da Licenciatura, com um orgulho danado disso.
As pessoas pensam muito em ganhar dinheiro, em gastar dinheiro, em guardar dinheiro, e taí, minha facul foi algo que fiz pelo coração, pelo prazer, tão bom isso.
Todos perguntam se darei aula, com o que vou trabalhar, o que que vou fazer com esse diploma.
Por que preciso fazer algo com ele? Vou olhar para ele e sentir orgulho. Vou olhar para ele e me sentir realizada. Vou olhar para ele e saber a conquista que ele representa na minha vida e na vida dos meus. Vou olhar para ele e me lembrar de tantas coisas boas que aconteceram em torno dele. Aconteceram também algumas coisas ruins, verdade, mas dessas vou me lembrar das lições boas que aprendi por conta delas.
Por que o estudo, a formação têm que ser voltados para um campo profissional, lucrativo? E a formação da pessoa enquanto indivíduo, não importa?
Tudo bem que enquanto indivíduos não nos formamos numa faculdade, nem há local formal específico para isso, ela se dá no dia-a-dia, mas, também, na faculdade e em quaisquer outros estabelecimentos que você frequente (Ah, sim, nesse tempo em que estou afastada caiu o uso do trema.).
Optei por um curso da área de Humanas - Letras - chamado por muitos de "Faculdade de espera marido", "curso para gays", "coisa de mulherzinha". Outros esperam que eu tenha saído de lá uma gramática ou um dicionário ambulante.
Para esses, lamento informar que quando me formei, mudaram as regras da Língua Portuguesa.
Para aqueles, ah! acho que para aqueles não há o que falar, pessoas assim são muito difíceis de compreenderem algo.
Muitos alunos de Letras possuem o sonho de lecionar, outros de traduzir, de revisar, de ser intérprete, de escrever somente, de ser pesquisador, há tantos caminhos que podem ser trilhados cujo início é num curso de Letras... Mas há também os que fizeram somente para ter um canudo, ou por falta de opção, ou por ser Letras a segunda opção. E há também aqueles que fizeram por gostar do curso, do conteúdo, sem pensar na profissão, somente na academia.
Não vou aqui defender meu curso, tampouco minha escolha. "Quando o que eu mais queria
era provar pra todo o mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém."
Mas é que é engraçado a cara às vezes decepcionada das pessoas quando você fala do seu curso. Mais engraçado quando ao ouvirem "Letras", perguntam "Inglês?".
É tão difícil entender que suas preferências não são obrigatoriamente a dos demais?
É complicado aceitar que as pessoas fazem suas próprias escolhas em busca de sua plenitude e satisfação?
Incomoda saber que a pessoa é feliz com algo que para você talvez seja simples de mais?
Para aqueles que pensam que nos tornamos alienados, vivendo de poesia, informo que é exatamente o contrário: Tiramos a alma da poesia, por assim dizer, ao metrificá-las. O que acham que há de belo em saber se o verso possui uma sextilha? Qual a emoção de identificar aliterações, assonâncias e paranomásias?
Pois é...nós, "letreiros", enxergamos a poesia, o poema e os discursos em geral como são. Mas nem por isso deixamos de enxergar neles a beleza que há.
Seja como um aluno de Letras perante uma poesia:
Seja realista, na sua vida profissional, acadêmica, pessoal, mas não deixe de enxergar a beleza onde há. E se não houver beleza? Crie uma! Assim fazem os poetas e escritores, seres que tanto nos encantam.
Faça da sua vida uma poesia, por que não? Com todos as figuras de linguagem a que tem direito. Encarando a realidade (Por favor, nada de "encarar de frente".), mas enxergando a beleza, ou criando-a, se necessário for.
Até a próxima postagem. Essa há de ser mais breve.
Se na última postagem estava começando a me envolver com as monografias da graduação, hoje estou aguardando pelo resultado da monografia da Pós.
É...sinal de que, finalmente, me graduei. Em maio do ano passado colei grau do meu Bacharelado, e, mais, semana que vem colo grau também da Licenciatura, com um orgulho danado disso.
As pessoas pensam muito em ganhar dinheiro, em gastar dinheiro, em guardar dinheiro, e taí, minha facul foi algo que fiz pelo coração, pelo prazer, tão bom isso.
Todos perguntam se darei aula, com o que vou trabalhar, o que que vou fazer com esse diploma.
Por que preciso fazer algo com ele? Vou olhar para ele e sentir orgulho. Vou olhar para ele e me sentir realizada. Vou olhar para ele e saber a conquista que ele representa na minha vida e na vida dos meus. Vou olhar para ele e me lembrar de tantas coisas boas que aconteceram em torno dele. Aconteceram também algumas coisas ruins, verdade, mas dessas vou me lembrar das lições boas que aprendi por conta delas.
Por que o estudo, a formação têm que ser voltados para um campo profissional, lucrativo? E a formação da pessoa enquanto indivíduo, não importa?
Tudo bem que enquanto indivíduos não nos formamos numa faculdade, nem há local formal específico para isso, ela se dá no dia-a-dia, mas, também, na faculdade e em quaisquer outros estabelecimentos que você frequente (Ah, sim, nesse tempo em que estou afastada caiu o uso do trema.).
Optei por um curso da área de Humanas - Letras - chamado por muitos de "Faculdade de espera marido", "curso para gays", "coisa de mulherzinha". Outros esperam que eu tenha saído de lá uma gramática ou um dicionário ambulante.
Para esses, lamento informar que quando me formei, mudaram as regras da Língua Portuguesa.
Para aqueles, ah! acho que para aqueles não há o que falar, pessoas assim são muito difíceis de compreenderem algo.
Muitos alunos de Letras possuem o sonho de lecionar, outros de traduzir, de revisar, de ser intérprete, de escrever somente, de ser pesquisador, há tantos caminhos que podem ser trilhados cujo início é num curso de Letras... Mas há também os que fizeram somente para ter um canudo, ou por falta de opção, ou por ser Letras a segunda opção. E há também aqueles que fizeram por gostar do curso, do conteúdo, sem pensar na profissão, somente na academia.
Não vou aqui defender meu curso, tampouco minha escolha. "Quando o que eu mais queria
era provar pra todo o mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém."
Mas é que é engraçado a cara às vezes decepcionada das pessoas quando você fala do seu curso. Mais engraçado quando ao ouvirem "Letras", perguntam "Inglês?".
É tão difícil entender que suas preferências não são obrigatoriamente a dos demais?
É complicado aceitar que as pessoas fazem suas próprias escolhas em busca de sua plenitude e satisfação?
Incomoda saber que a pessoa é feliz com algo que para você talvez seja simples de mais?
Para aqueles que pensam que nos tornamos alienados, vivendo de poesia, informo que é exatamente o contrário: Tiramos a alma da poesia, por assim dizer, ao metrificá-las. O que acham que há de belo em saber se o verso possui uma sextilha? Qual a emoção de identificar aliterações, assonâncias e paranomásias?
Pois é...nós, "letreiros", enxergamos a poesia, o poema e os discursos em geral como são. Mas nem por isso deixamos de enxergar neles a beleza que há.
Seja como um aluno de Letras perante uma poesia:
Seja realista, na sua vida profissional, acadêmica, pessoal, mas não deixe de enxergar a beleza onde há. E se não houver beleza? Crie uma! Assim fazem os poetas e escritores, seres que tanto nos encantam.
Faça da sua vida uma poesia, por que não? Com todos as figuras de linguagem a que tem direito. Encarando a realidade (Por favor, nada de "encarar de frente".), mas enxergando a beleza, ou criando-a, se necessário for.
Até a próxima postagem. Essa há de ser mais breve.